Hoje eu sou assim…
Ai que vontade de fugir de mim… Não da pessoa que eu sou, mas da situação que me envolve;
Ai que vontade de pular, cantar, gritar, beber, chorar;
O que eu vou ganhar com isso? Não sei, mas bem que me faria bem… Acho que ainda estou “in repair”. Sei que me cansei das preocupações alheias, pode parecer mal educado, mas pode ter certeza de que quando eu precisar, eu vou lhe chamar… E assim poderás ter a mesma certeza quanto a mim.
Tem gente que finge que me ama, tem gente que finge que nem ao menos me conhece… Eu prefiro a esses tais, pois posso ter a certeza de que a existência, ou não dos mesmos é tão (in)significante pra mim, quanto eles tentam fingir que a minha é pra eles.
Claro que existem os que me amam de verdade, as vezes me decepcionam, mas ninguém me prometeu nada. O meu descontentamento com suas ações vem de coisas que a minha fértil e feliz imaginação fez questão de implantar dentro de mim.
Vou me prometer mudança, pois deixar isso por pura conta da minha imaginação tem me causado decepção quanto a mim mesma.
Hoje é o dia 1 de um ano inteirinho pra ser vivido, não vou ter medo, mas também não escondo a ausência de maior empolgação.
Eu aqui com minha caneca colorida com flores, sentada na cozinha, com minha roupa de frio de dormir, com um olhar cansado, porém cheio de vida, sonhos e decepções… se você imaginou uma mulher independente, com seus 30 anos e ambições de crescer profissionalmente… Parabéns você conheceu meu ego.
Estar sozinha em lugar inspirador e cheia de idéias e ambições me parece o mais animador a se fazer nesse momento. Quantos solitários estão nessa cidade, nesse exato momento a planejar o “mais um dia de trabalho” que segue no amanhã… Aah que vontade de ser um de vocês…
Disseram-me que (ao contrário do que eu estava pensando), eu tenho muito tempo para decidir o que fazer e como, bom, ‘o que’ eu já resolvi… O ‘como’, prefiro deixar por conta do tempo, das circunstâncias, das razões.
Tenho um medo, mas prefiro orar, e assim vou saber que o melhor virá ao meu encontro, tentarei permanecer em sua mesma estrada. Mesmo que o meu involuntário, destemido e experiente “ego” tente me levar a outros caminhos… Os poucos e profundos, pelos quais ele (ainda) nunca caminhou…
Fabielle Nogueira
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